As rotas de frete param de contornar o oceano
Remessas pequenas por mar e ar agora pagam o combustível que realmente usam, e uma rota não pode mais usar um porto ou aeroporto como parada de um trajeto rodoviário — assim as cotações de longa distância ficam bem mais baratas e parecem itinerários de verdade.
Duas correções no planejador de rotas de frete, sobre o que uma cotação cobra e por onde ela pode passar.
- Uma remessa pequena não paga mais um vigésimo do navio. Cada trecho marítimo ou aéreo cobrava no mínimo 5% de todo o combustível do navio ou da aeronave, por menos que você enviasse. Cinco por cento de uma van são 250 kg, o que é justo; cinco por cento de um navio porta-contêineres são 2.250 toneladas. Um pacote de 500 kg pagava dez mil litros de combustível marítimo por trecho, então a rota "mais barata" de Nova York a Melbourne atravessava dois continentes por terra só para evitar a água. O piso agora é a mesma pequena carga de van que o frete rodoviário sempre usou, aplicada a cada casco. - Portos e aeroportos só são usados para o que são. Uma remessa que chega a um cais ou pátio por estrada agora precisa sair de lá por mar ou por ar. As rotas não podem mais passar por um aeroporto só para emendar trechos rodoviários — era isso que gerava itinerários com portos de onde a carga nunca zarpou. - Dois portos na mesma massa de terra podem ser ligados por estrada. Onde nenhuma rota marítima liga suas bacias — as costas do Pacífico e do Golfo, por exemplo — o planejador agora percorre a ponte terrestre como um único trecho rodoviário honesto.
Para cerca de 500 kg de café de Nova York a Melbourne, a cotação mais barata caiu de 18.249 USD em dez trechos para 2.945 USD em cinco: estrada até Los Angeles e depois mar via Honolulu e Sydney. Cotações domésticas e remessas grandes não mudam.